2005/03/23
VAMOS POUPAR ÁGUA
Carta escrita em 2070:
"Estamos no ano de 2070, acabo de completar os 50, mas a minha aparência é
de alguém de 85. Tenho sérios problemas renais porque bebo muito pouca
água. Creio que me resta pouco tempo. Hoje sou uma das pessoas mais idosas
nesta sociedade. Recordo quando tinha 5 anos. Tudo era muito diferente.
Havia muitas árvores nos parques, as casas tinham bonitos jardins e eu
podia desfrutar de um banho de chuveiro com cerca de uma hora. Agora usamos
toalhas em azeite mineral para limpar a pele. Antes todas as mulheres
mostravam a sua formosa cabeleira. Agora devemos rapar a cabeça para a
manter limpa sem água. Antes o meu pai lavava o carro com a água que saía de
uma mangueira. Hoje os meninos não acreditam que a agua se utilizava dessa
forma. Recordo que havia muitos anúncios que diziam CUIDA DA AGUA, só que
ninguém lhes ligava; pensávamos que a agua jamais se podia terminar.
Agora, todos os rios, barragens, lagoas e mantos aquíferos estão
irreversivelmente contaminados ou esgotados.
Antes a quantidade de agua indicada como ideal para beber era oito copos
por dia por pessoa adulta. Hoje só posso beber meio copo. A roupa é
descartável, o que aumenta grandemente a quantidade de lixo; tivemos
que voltar a usar os poços sépticos (fossas) como no século passado porque
as redes de esgotos não se usam por falta de água. A aparência da
população é horrorosa; corpos desfalecidos, enrugados pela desidratação,
cheios de chagas na pele pelos raios ultravioletas que já não têm a capa de
ozono que os filtrava na atmosfera. Imensos desertos constituem a paisagem
que nos rodeia por todos os lados. As infecções gastrointestinais,
enfermidades da pele e das vias urinárias são as principais causas de morte.
A industria está paralisada e o desemprego é dramático. As fábricas
dessalinizadoras são a principal fonte de emprego e pagam-te com agua
potável em vez de salário. Os assaltos por um bidão de agua são comuns nas
ruas desertas. A comida é 80% sintética. Pela ressiquidade da pele uma
jovem de 20 anos está como se tivesse 40. Os cientistas investigam, mas não
há solução possível. Não se pode fabricar agua, o oxigénio também está
degradado por falta de arvores o que diminuiu o coeficiente intelectual das
novas gerações. Alterou-se a morfologia dos espermatozóides de muitos
indivíduos, como consequência há muitos meninos com insuficiências, mutações
e deformações. O governo até nos cobra pelo ar que respiramos. 137
m3 por dia por habitante e adulto. A gente que não pode pagar é retirada
das "zonas ventiladas", que estão dotadas de gigantescos pulmões mecânicos
que funcionam com energia solar, não são de boa qualidade mas pode-se
respirar, a idade média é de 35 anos. Em alguns países ficaram manchas de
vegetação com o seu respectivo rio que é fortemente vigiado pelo
exercito, a agua tornou-se um tesouro muito cobiçado mais do que o ouro ou
os diamantes. Aqui em troca, não há arvores porque quase nunca chove, e
quando chega a registar-se precipitação, é de chuva ácida; as estações
do ano tem sido severamente transformadas pelas provas atómicas e da
industria contaminante do século XX. Advertia-se que havia que cuidar o meio
ambiente e ninguém fez caso. Quando a minha filha me pede que lhe fale de
quando era jovem descrevo o bonito que eram os bosques, lhe falo da chuva,
das flores, do agradável que era tomar banho e poder pescar nos rios e
barragens, beber toda a agua que quisesse, o saudável que era a gente. Ela
pergunta-me: Papá! Porque se acabou a agua? Então, sinto um nó na
garganta; não posso deixar de sentir-me culpado, porque pertenço à
geração que terminou destruindo o meio ambiente ou simplesmente não
tomámos em conta tantos avisos. Agora os nossos filhos pagam um preço alto
e sinceramente creio que a vida na terra já não será possível dentro de
muito pouco, porque a destruição do meio ambiente chegou a um ponto
irreversível. Como gostaria voltar atrás e fazer com que toda a humanidade
compreendesse isto quando ainda podíamos fazer algo para salvar o nosso
planeta TERRA !"
Documento extraído da revista biográfica "Crónicas de los Tiempos" de Abril
de 2002.
"Estamos no ano de 2070, acabo de completar os 50, mas a minha aparência é
de alguém de 85. Tenho sérios problemas renais porque bebo muito pouca
água. Creio que me resta pouco tempo. Hoje sou uma das pessoas mais idosas
nesta sociedade. Recordo quando tinha 5 anos. Tudo era muito diferente.
Havia muitas árvores nos parques, as casas tinham bonitos jardins e eu
podia desfrutar de um banho de chuveiro com cerca de uma hora. Agora usamos
toalhas em azeite mineral para limpar a pele. Antes todas as mulheres
mostravam a sua formosa cabeleira. Agora devemos rapar a cabeça para a
manter limpa sem água. Antes o meu pai lavava o carro com a água que saía de
uma mangueira. Hoje os meninos não acreditam que a agua se utilizava dessa
forma. Recordo que havia muitos anúncios que diziam CUIDA DA AGUA, só que
ninguém lhes ligava; pensávamos que a agua jamais se podia terminar.
Agora, todos os rios, barragens, lagoas e mantos aquíferos estão
irreversivelmente contaminados ou esgotados.
Antes a quantidade de agua indicada como ideal para beber era oito copos
por dia por pessoa adulta. Hoje só posso beber meio copo. A roupa é
descartável, o que aumenta grandemente a quantidade de lixo; tivemos
que voltar a usar os poços sépticos (fossas) como no século passado porque
as redes de esgotos não se usam por falta de água. A aparência da
população é horrorosa; corpos desfalecidos, enrugados pela desidratação,
cheios de chagas na pele pelos raios ultravioletas que já não têm a capa de
ozono que os filtrava na atmosfera. Imensos desertos constituem a paisagem
que nos rodeia por todos os lados. As infecções gastrointestinais,
enfermidades da pele e das vias urinárias são as principais causas de morte.
A industria está paralisada e o desemprego é dramático. As fábricas
dessalinizadoras são a principal fonte de emprego e pagam-te com agua
potável em vez de salário. Os assaltos por um bidão de agua são comuns nas
ruas desertas. A comida é 80% sintética. Pela ressiquidade da pele uma
jovem de 20 anos está como se tivesse 40. Os cientistas investigam, mas não
há solução possível. Não se pode fabricar agua, o oxigénio também está
degradado por falta de arvores o que diminuiu o coeficiente intelectual das
novas gerações. Alterou-se a morfologia dos espermatozóides de muitos
indivíduos, como consequência há muitos meninos com insuficiências, mutações
e deformações. O governo até nos cobra pelo ar que respiramos. 137
m3 por dia por habitante e adulto. A gente que não pode pagar é retirada
das "zonas ventiladas", que estão dotadas de gigantescos pulmões mecânicos
que funcionam com energia solar, não são de boa qualidade mas pode-se
respirar, a idade média é de 35 anos. Em alguns países ficaram manchas de
vegetação com o seu respectivo rio que é fortemente vigiado pelo
exercito, a agua tornou-se um tesouro muito cobiçado mais do que o ouro ou
os diamantes. Aqui em troca, não há arvores porque quase nunca chove, e
quando chega a registar-se precipitação, é de chuva ácida; as estações
do ano tem sido severamente transformadas pelas provas atómicas e da
industria contaminante do século XX. Advertia-se que havia que cuidar o meio
ambiente e ninguém fez caso. Quando a minha filha me pede que lhe fale de
quando era jovem descrevo o bonito que eram os bosques, lhe falo da chuva,
das flores, do agradável que era tomar banho e poder pescar nos rios e
barragens, beber toda a agua que quisesse, o saudável que era a gente. Ela
pergunta-me: Papá! Porque se acabou a agua? Então, sinto um nó na
garganta; não posso deixar de sentir-me culpado, porque pertenço à
geração que terminou destruindo o meio ambiente ou simplesmente não
tomámos em conta tantos avisos. Agora os nossos filhos pagam um preço alto
e sinceramente creio que a vida na terra já não será possível dentro de
muito pouco, porque a destruição do meio ambiente chegou a um ponto
irreversível. Como gostaria voltar atrás e fazer com que toda a humanidade
compreendesse isto quando ainda podíamos fazer algo para salvar o nosso
planeta TERRA !"
Documento extraído da revista biográfica "Crónicas de los Tiempos" de Abril
de 2002.
Comments:
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QUE FATALIDADE!!!!
Ponham-se a pau pois vocês aí em Coimbra já estão a gastar a mesma quantidade de água que no pico do Verão do ano passado e ainda estamos em Março!
Ponham-se a pau pois vocês aí em Coimbra já estão a gastar a mesma quantidade de água que no pico do Verão do ano passado e ainda estamos em Março!
PORRA IB, até fiquei sem apetite! Bom, já que não há água acho que tenho que beber álcool...vai aqui uma seca...
De qualquer forma, e para alguém que faça intenção de vir a minha casa, informo que já só puxo o autoclismo uma vez por dia! Eu estou a avisar…
De qualquer forma, e para alguém que faça intenção de vir a minha casa, informo que já só puxo o autoclismo uma vez por dia! Eu estou a avisar…
Daaa-se!E eu que todas as semanas aturo os problemas da seca, vem esta minha amiga inquietar-me mais! Já agora, não percam amanhã às 23.30 na RTP 1 o 2º programa sobre a seca; é que a pessoa que vai falar, vale a pena (ver...) e ouvir
Enjoyed a lot! proactiv skin care system Retirement planning software2fsearch starware com Domainname strategie namensstrategien personen Catalog r toy us
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